quinta-feira, março 02, 2017

Diário

Hoje escrevo a primeira postagem do blog do ano.

Olhando o meu arquivo, nos últimos 2 anos, tenho 3 postagens. Não olhei o resto, porque não tive coragem nem vontade. Meu blog é, taxativamente, o atestado maior do fracasso dos meus projetos.

No meu íntimo, eu faço 1 milhão de coisas. Escrevo em blog, faço vídeos, estudo, trabalho, ainda tiro tempo para família e fazer uma segunda faculdade. Logo dá para ver o porquê de haver tão poucas postagens.

Ano passado, ouvi de um candidato uma frase que é muito verdadeira: ao salientar a quantidade de secretarias e projetos das outras candidaturas, lançou a seguinte frase: "quando tudo é prioridade, nada o é".

De fato, na prática, não tenho prioridades na vida. Sei que, confrontado, conseguiria 2 ou 3, mas elas se afundam em uma quantidade inesgotável de compromissos e tarefas. O importante perde para o urgente.

Tenho livros, mas não os leio. Tenho uma televisão com vários canais. Não assisto a nada que vá além de Patrulha Canina ou Show da Luna. A internet se abre no meu browser, para eu sempre ir aos mesmos sites, olhar os mesmos vídeos, ouvir a mesma música. O triste é que a responsabilidade por eu fazer a minha vida soar uma bosta é 100% minha.

Mas, por que estou escrevendo hoje aqui? Devo agradecer, em primeiro lugar, a mim mesmo, que perdi o meu diário em algum lugar e não o acho mais - um caderno espiralado de folhas velhas e amareladas, com coisas pensadas como essas que escrevo. Só para título de curiosidade e para manter consistência, escrevia nele a cada 10 a 12 meses, mais ou menos.

Sobrou-me o blog, mas eu acho meio ruim escrever no blog as coisas que escrevo no diário... Ou não? Olhando rapidamente os títulos, lembro dos textos (a natureza me abençoou com uma razoável memória fotográfica), penso "cacete, tanto faz!", e comecei a escrever.

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